Empreendedorismo: Você tem o que precisa para ser bem-sucedido?

Empreendedorismo: Você tem o que precisa para ser bem-sucedido?

Resiliência, inconformismo e proatividade: três chaves para o sucesso de qualquer empreendedor, segundo Marciano Testa

Você já deve ter ouvido a frase “empreender no Brasil não é para amadores”. Mesmo assim, foram mais de 4 milhões de negócios abertos no País em 2021, um recorde com crescimento de 19,7% em relação a 2020. Seja por oportunidade ou por necessidade, o que todos os empreendedores enfrentam em comum é uma longa trajetória de desafios e aprendizados. Comigo foi exatamente assim.

Minha história empreendedora, por exemplo, começou ainda na infância, no interior do Rio Grande do Sul, quando comecei a vender bolo de chocolate no intervalo da escola e cuidava do jardim do vizinho para ajudar na renda da família.

O primeiro emprego formal também foi ainda muito jovem, em um projeto de um professor. Foi ele quem me orientou nos primeiros contatos com o mundo da tecnologia em uma fábrica de peças de metal. Ao mesmo tempo, comecei a fazer vendas via catálogo, atividade que era bastante comum na época.

 

Minha rotina era “bater o ponto” na fábrica no final da tarde e sair pela cidade oferecendo de porta em porta um tradicional catálogo de produtos à época. Esse terceiro turno foi tão bem-sucedido que me colocou na lista dos melhores vendedores do Brasil e motivou a minha emancipação antes mesmo da maioridade.

Depois disso, vieram lojas de vestuário, os “Doces Testa” e um atacado de alimentos de médio porte – e, junto com ele, aos 19 anos, o primeiro fracasso e aprendizado como empreendedor, que me fez encerrar o negócio, porque não havia como continuar. Naquele momento, eu precisei me reinventar e colocar à prova habilidades importantes para qualquer pessoa que quer empreender: resiliência, inconformismo e proatividade.

Empreender requer coragem de fazer em meio às incertezas

Ainda cursando a faculdade, coloquei no ar um incipiente marketplace para distribuição de crédito e seguros, bem nos primórdios da internet, quando esse termo sequer era usado no Brasil. Era o princípio da Agiplan, financeira que deu origem ao que hoje é o Agi, e da minha conexão com o mercado financeiro.

Rapidamente, a empresa se transformou em um dos maiores distribuidores de crédito consignado do Brasil. E, nos anos seguintes, vieram muitas outras conquistas: a aquisição do Banco Gerador e o rebranding para Agibank, um dos primeiros bancos digitais do País, pioneiro no pagamento via QR Code, e depois, Agi, ampliando nossa oferta para além de produtos e serviços financeiros. Tudo o que eu pude conquistar até aqui foi fruto da coragem de fazer, mesmo cheio de incertezas e instabilidades.

Assim como eu, há muitas histórias de empreendedores que começaram do nada e sem nada, apenas com a cara, a coragem e a vontade de fazer dar certo. Uma delas é da Zica Assis, empresária que fundou a rede de salões Beleza Natural, que hoje tem lojas em vários Estados, mas começou criando produtos em casa para atender as suas próprias necessidades até se tornar uma das marcas de maior autoridade em cabelos afro no Brasil.

Marciano Testa, fundador da Agi
“Mesmo que a trajetória seja de sucesso, certamente cada um carrega a sua carga de fracassos e desafios que precisou vencer ao longo da jornada”, lembra Testa (Imagem: Divulgação/ Agi)

Outro exemplo é Miguel Krigsner, que no final dos anos 60 abriu uma pequena farmácia em Curitiba focada em produtos manipulados. A loja, que foi ficando famosa na região e em todo o Brasil, deu origem ao Grupo O Boticário.

As histórias dos empreendedores costumam ter diferentes capítulos, mas todas elas têm em comum a coragem de começar mesmo sem certeza nenhuma. E, mesmo que a trajetória seja de sucesso, certamente cada um carrega a sua carga de fracassos e desafios que precisou vencer ao longo da jornada.

 

 

No fim, é a soma de persistência, boas escolhas, tomada de risco inteligente e busca por oportunidades que definem quem segue em frente ou não, o que está longe de ser algo simples.

Ainda sou um dos mais jovens donos de banco no Brasil. Mas meu negócio não é emprestar, vender dinheiro ou serviços: nosso propósito no Agi é fazer o dia a dia das pessoas melhor, dar acesso e digitalizar uma parcela significativa da população que ainda está à margem do atendimento dos grandes bancos e dos neobanks.

E isso a gente só consegue mobilizando pessoas em torno dessa ideia para que elas, junto comigo, adotem atitudes empreendedoras dia após dia. Posso até ser o fundador, mas sem a coragem e a persistência dos nossos mais de 4,3 mil colaboradores a nossa história não seria tão bonita e exitosa.

*Marciano Testa é presidente executivo do Conselho de Administração e fundador do Agi. Inovador e incansável na busca de soluções disruptivas, Marciano Testa é um dos principais empreendedores do mercado financeiro brasileiro da atualidade. Testa é fundador do Agibank, um dos primeiros bancos digitais do País, responsável por criar a tecnologia revolucionária de pagamento via QR Code, e também Presidente Executivo do Conselho de Administração e fundador do Agi, um superapp em uma plataforma aberta que distribui produtos e serviços para resolver as mais diversas demandas do dia a dia.

 

Fonte: Money Times

 

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